As danças gaúchas de salão, são apresentadas de forma e linguagem simples para a melhor compreensão do aluno. Todos os ritmos são existentes no manual de danças gaúchas de salão e reconhecidas pelo MTG/RS e os professores são credenciados pelo mesmo órgão, que confere a eles a  autenticidade do descrito e firmado através de exercícios práticos de danças, bem como postura e indumentária.  As danças apresentadas em seus ritmos estão em ordem para o melhor desenvolvimento do aluno.

Conheça os Ritmos

Marcha

Breve Histórico

Segundo Bruno Kielfer, a Marcha O Abre Alas, composta por Chiquinha Gonzaga para o Rancho carnavalesco Rosa de Ouro em 1899, marcou época. A maestrina relatou que teve inspiração no ritmo marchado que os negros imprimiam às músicas enquanto avançavam se requebrando pelas ruas.
No final do século XlX e inicio do século XX, surgiu, nos EUA, a dança One Step, colaboradora para o surgimento das Danças de pares enlaçados, influências marcantes no surgimento do Passo de Marcha na Dança de Salão Brasileira.
A partir do início do século XX, a Marcha ganhou os salões, e os pares passaram a dançar esse ritmo alegre e contagiante.
O primeiro rimo que nós ensinamos para levar o aluno a descontração e movimento continuo. Venha conferir como é fácil e divertido.

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Polonaise

Breve Histórico

Segundo Aurélio Buarque de Holanda no Novo Dicionário da língua Portuguesa, Polonaise é uma dança originaria da Polônia, tocada em compasso ternário e andamento de marcha com ligeiro acento no 1º tempo. De acordo com a obra "Humaitá Cultura Espontânea de Sua Gente", começa a ser mencionada somente o ano de 1645. Essa dança de conjunto teria origem a partir de uma marcha triunfal de antigos guerreiros poloneses.
Inicialmente, era dançada apenas por homens, passando a admitir posteriormente, pares mistos, disposto de acordo com a idade e grau de nobreza.
As melodias das danças polonesas eram familiares aos europeus desde 1585. devido ao ritmo vibrante , caírem no agrado dos alemães, que as incorporaram às suas danças. As formas alemãs da Polonaise conservam as antigas características das danças de conjunto, isto é, cadeias, quadros, sepentinas, etc.
No Rio Grande do Sul, e dançada em passos e / ou marcações de marcha, sendo uma dança viva, alegre e descontraída. Também é dançada em aberturas de bailes ou em pontos culminantes de festividades, além de muito requisitada nas regiões de imigrantes alemães e poloneses do nosso estado.
Essa dança realmente é contagiante e divertida, pois é a forma que os dançarinos executam varias alterações em seu percurso, podendo assim ter uma forte integração em sua execução.

Venha conferir!

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Chamamé

Breve Histórico

A palavra "Chamamé" possui várias definições. Julio Visconti, Carlos Vega, Ricardo Suárez, Gualberto Meza, Joaquim lopes Flores, Olga Fernandes de Botas, Osvaldo Cordeiro, Pedro Sanches, Cholo Aguirre, Emilio Noya, Paixão Côrtes, José Maria Barbero e outros tantos associam "Chamamé" às expressões "assim no más" , "qualquer coisa", "sempre eu",  "a minha amada",  "projeto de perto", "coisa feita", "como veio", "minha amiga",  "minha dona",  "enramada",  "de qualquer maneira",  julgando como seu verdadeiro significado. Ivan Bianquetti, professor de Guarani, explica que esta dança originou-se na tribo "Kaiguá", situada na fronteira entre Corrientes e Brasil. Também afirma haver presenciado pessoalmente os "Kaiguás" dançando-a e cantando-a ao som de uma espécie de tambor redondo e largo, de uma flauta de taquara e de uma guitarra de cinco cordas, chamada   "m'baracá".   Diz que o nome surgiu depois da música.
Chamamé seria, então o nome originário da música e da dança Guaraníticas conhecidas como  "Polkakirei" (polca movida e ligeira, ritmo ágil, viril e contagiante), segundo o historiador, a palavra teria origem na frase "Che amoamemé", que significa "te dou sombra constantemente",  "te protejo"  ou "enramada". Consideradas as únicas e verdadeiras musica e dança guaraníticas que os usos e costumes mantiveram. É autenticamente campesina:  Não realizada nos salões, mas monte a dentro e campo a fora, embaixo das ramadas. O Chamamecero Pe Julian Zini diz que o  Chamamé é uma forma bonita de se dançar  da nossa gente.  Corrientes é o centro deste fenômeno, que se estende ao Uruguai, Brasil e Paraguai. O Chamamé na forma que foi introduzido no Rio Grande do Sul perdeu grande parte das suas características de origem,  agauchando-se   e adquirindo novas formas de execução caracteristicamente regionais.
Constante é o fato dos pares dançarem enlaçados como na valsa. Existem algumas formas de se dançar chamamé, embora tenha sido introduzido há algum tempo, ainda é novo em relação aos demais ritmos. O que é chamamé? Uma expressão cultural que transcende a musica. É dança expressão pessoal e coletiva. Quando alguém consegue expressar  o sentimento de  todos na musica e na letra então brota o Sapukay antes atenazado na alma.

Quer saber como se dança na prática?  Venha fazer um curso com os professores Sandro e Viviane do Rancho de taura e divirta-se executando esse ritmo contagiante e animado.

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Vaneira/Vaneirão

Breve Histórico

Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, a Habaneira, cuja forma rítmica influenciou diversos ritmos populares de quase todos os países Hispano-americanos, é dança de origem afro-cubana, difundida na Espanha. Conhecida também como Havaneira, invadiu o Brasil a partir de 1866.
Conforme Baptista Siqueira, popularizou-se no Rio Grande do Sul onde, passou a ser grafada simplesmente como Vanera ou Vaneira. Ainda em solo gaúcho, adquiriu características regionais e nomenclatura conforme tema e andamento musical: quando composta por um tema mais romântico geralmente é chamada de vaneirinha, já quando o tema trata dos feitos, usos e costumes gaúchos, e a música passa a ser executada em um ritmo acelerado (como em andamento allegro ou allegreto), chama-se-a  Vaneira ou Vaneirão.
Mas não se preocupe porque vamos te ensinar o passo a passo desse ritmo tão alegre, e vou dizer que sem sombra de duvida o mais executado  pelos salões.

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Valsa

Breve Histórico

Rainha das danças de pares enlaçados foi homenageada pela maioria dos renomados  compositores do século XIX: Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Weber, Berlioz, Chopin, Lszt, Brahms, Johann Strauss (pai), entre outros.
Sua história remota é oscura. As Danças Rústicas Alpinas (Áustria) representam sua origem mais recentemente conhecida, destacando-se o Laendler (dança campesina antiga) A Valsa foi do campo para a cidade e notificou-se, inicialmente em Viena.
No início do século XIX, a valsa-dança apresentava feições de Valsas lentas, lânguidas e sentimentais. Partiu de Viena, difundindo-se para França e Inglaterra.  Já em uma segunda fase, Johann Strauss (Pai) tranformou-a dando-lhe andamento mais rápido, leve e gracioso, quando ficou mundialmente conhecida como Valsa Vienense. Todavia, o período clássico dessa Valsa deve-se  a Johann Strauss (Filho), sendo suas, a maioria das obras do tipo Valsa Vienense mundialmente famosas.
No Brasil, ela estava ligada aos nomes do Príncipe D. Pedro e Sigismund Neukomm (1816). De acordo com Câmara Cascudo, nos primeiro e Segundo Impérios Brasileiros, a Valsa era muito dançada e o povo gostou seu ritmo.
Ainda hoje, continua viva no interior, mas sem grande prestígio no meio urbano brasileiro. Para o Rio Grande do Sul, vieram imigrantes Alemães trazendo, em suas bagagens, Valsas, Polcas e Schotish, que, com a mescla das culturas adquiriram características regionais. Temos então algumas variações nos passos a serem executados no ritmo da Valsa.
O importante é escolher o que mais te agradar, lembrando que não existe uma valsa especifica para os passos escolhido.

Quer saber mais, venha aprender com o Rancho de Taura.

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Bugio

Breve Histórico

Primata das matas do Rio Grande do Sul, o Bugio, como é conhecido, da nome ao um gênero musical e a uma dança com características particulares. Segundo J.C. Paixão Côrtes, não vamos encontrá-los em outros estados brasileiros ou países vizinhos. Em sua pesquisa junto a Barbosa Lessa, encontra, em fins da década de 1940, o Bugio na região rural das missões, planalto e serra gaúcha. Registraram, também, que o Bugio foi dançado em todas as classes sociais, sendo que a maneira com que foi dançado no ambiente social mais elevado permanece até os tempos atuais.
Originalmente, o Bugio era um gênero somente instrumental, pois tem, como característica principal, o jogo de fole, que iniciou com a gaita de botão, popularmente, chamada de voz trocada, já que ao abrir ou fechar o fole, tem-se umas ou outras notas diferentes, imitando, assim o ronco do bugio.Posteriormente, o Bugio foi também executado no Acordeon, visto que a maioria dos conjuntos de bailes gaúchos se utilizam desse instrumento.
A coreografia do Bugio é também particular , pois os passos da dança imitam o caminhar do macaco pequenos saltos, ora para a esquerda, ora para a direta.
Quer saber como se dança na prática?  Venha fazer um curso com os professores Sandro e Viviane do Rancho de taura e divirta-se executando esse ritmo contagiante e animado.

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Chote/ Xote

Breve histórico

Tomas Borba e Fernando Gomes, no dicionario da Música (Edição Cosmos 1963), Lisboa, afirmam que essa dança, grafada Schottish ou Scottish pode ter se originado na Hungria, ainda que as fontes ofereçam informações difusas.

Câmara Cascudo atribuiu o aparecimento do Schottish, no Brasil, ao professor de danças Jules Transsaint, que lançou, com sucesso, este tema coreográfico em 28 de Junho de 1851, no Rio de Janeira. Chegando ao Rio Grande do Sul, a pronúncia desta dança aportuguesou-se e sua pronuncia acabou moldando-se para chotes ou no singular Chote, sendo que, no centro do país, é usada a grafia de Xotes.

Essa dança, tal como acontecera com outras danças adotadas pelo povo Gaúcho. foi adequando-se uma manifestação bastante viva.

Fez, cada vez mais, o gosto do povo com suas diversas variações. A exemplo, temos o Chote das Duas Damas, Chote de Carreirinho, Chote das Sete Voltas, Chote de Quatro Passi, Chote Inclês. Ainda como dança popular, temos o Chote dos Sete Passos, dança pesquisada por Paixão Côrtes.

O Chote pode dançar afigurado ou figurado, conforme está descrito no manual de Danças Gaúchas de Salão.

Para executar os passos bem como as figuras,  é fácil, basta nos procurar que teremos imensa satisfação em te ensinar. venha conhecer!

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Milonga

Segundo Câmara Cascudo, na língua Bunda, da República de Camarões, na África, Melunga no plural torna-se Milonga, palavra que, por volta de 1829, em Pernambuco, significava enrolação, conversalhada, enredo. Conforme Aurélio Buarque de Holanda Fereira, é canto e dança do tipo da Habaneira e do Tango Andaluz, popular do século XIX. O pesquisador, musicólogo e folclorista Carlos Vega, assim como o folclorista uruguaio Lauro Ayestaran, afirma que a Milonga popularizou-se por volta
de 1870, com nome próprio e características musicais definidas. Apresenta-se de forma variada: desde a mais simples ( como Milonga de aprendiz) até a mais complexa, como a de contraponto (executada para desafio de trovas e Pajadas). A milonga é classificada como dança de pares independentes e enlaçados.

Os pajadores introduziram a Milonga no Rio Grande do Sul primeiramente ao som da viola, que, gradativamente, foi cedendo lugar ao violão, instrumento que adentrou o estado como acompanhante da gaita, principalmente através da fronteira uruguaia. Com novo acompanhamento instrumental, em ritmo binário a Milonga começa a expandir pelos bailes urbanos como dança de pares enlaçados.

A Milonga, no Rio Grande do Sul, adquiriu características e formas regionais.

Em passos de milonga fica registrado a existência de três tipos de milonga: A Milonga tangueada, Milonga Vaneirada, Milonga Rio-grandense.

Venha conhecer esse ritmo encantador e muito agradável de ser dançado.

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Terol

Breve Histórico

Assim como a Rancheira, o Terol foi fruto da Mazurca.

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa, no livro Danças e Andanças da Tradição Gaúcha fazem referência ao Terol. Curiosa versão da Mazurca que foi popular em alguns pontos do Litoral Norte e Planalto do Nordeste do Rio Grande do Sul. Em vez de se enlaçar, o par faz junção da palma da mão sob o cotovelo do companheiro e, com esse apoio avança com passos de marcha sempre em linha reta. Dá a impressão que ora o cavalheiro' empurra 'a sua dama (enquanto avança) ora é empurrado por esta (quando recua), e essa impressão jocosa causa risos em quem observa. A música também vai aos pulinhos, parecendo uma rancheira galopeadinha'.

Hoje é comum ver nos Bailes a dança do terol sendo executada com a musica da Rancheira.
Chamando assim de Rancheira puladinha e intercalando, hora passo de Rancheira com marcação no primeiro tempo musical, hora passos de terol saltitando livre pela sala e enlaçados.

Venha conhecer e se divertir com essas variações no passo de Terol.

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS

Rancheira

Breve Histórico

Não se pode falar da Rancheira sem antes falar da Mazurca, da qual se originaram a música e a dança.
Segundo Bruno Kiefer: "A Mazurca possui características da França no que diz respeito à música".
Referências muito sumária de Batista Siqueira sugerem que a Mazurca difundiu-se pelo Brasil principalmente após o aparecimento do Rádio.
Ao passo que a Mazurca tem sua acentuação no segundo tempo da música (Tempo Forte), a Rancheira se mostra acentuada no primeiro tempo musical.
Dito isto, podemos dizer que a Rancheira é uma versão nacionalizada da Mazurca.
A primeira Rancheira de sucesso no Rio Grande do Sul foi a música Argentina Mate Amargo. Na década de 30 do século passado, foram gravadas várias Rancheiras de cunho rural.
Existem variação na forma da dança, podendo fazer um corredor de dançarinos, homens de um lado e mulheres do outro formando um tipo de trem. Homens com floreios e ou marcações tipo sapatei-os, e mulheres em sarandeio. Muito alegre e contagiante.

venha conhecer!!

(FONTE): COMPÊNDIO TÉCNICO DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO - 2ª Edição - MTG-RS